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Acabar com a venda de refrigerantes na maior rede de cantinas escolares do Brasil é uma ideia que não sai da cabeça do sócio-fundador das Cantinas do Tio Julio, Julio Cesar Salles. Pode parecer simples, mas retirar do cardápio de uma cantina o refrigerante é tarefa árdua e que exige comprometimento e parceria. "Em muitas cantinas que administramos, a venda da bebida é exigida pela escola, professores, estudantes ou até pelos responsáveis, que defendem a livre escolha", explica Julio. Como a filosofia administrativa da rede é a de adequar a cantina à realidade de cada instituição, muitas vezes o refrigerante entra ou sai do cardápio por imposição contratual. "Procuramos ter no contrato de concessão administrativa com a escola a cláusula de exclusão do produto do cardápio", observa Julio Cesar. Sem confrontar com os que defendem que cada um bebe o que quiser, a rede Tio Julio está em campanha permanente contra a venda de refrigerante na cantina da escola. As iniciativas vão desde a retirada da bebida do cardápio ou de geladeiras expositoras a promoções para incentivar os consumidores a trocar o refrigerante por bebidas alternativas e saudáveis, como sucos naturais, bebidas lácteas, água de coco ou chá gelado. Mais da metade das 153 unidades Tio Julio já aboliu totalmente a venda de refrigerantes. "Só em parceria com os sócios operacionais, diretores e mantenedores, pais e alunos, professores e funcionários é que conseguiremos retirar o refrigerante da cantina e da cabeça do alunado," acredita Julio.
Malefícios dos refrigerantes Além de possuir muitas substâncias artificiais em sua composição, o refrigerante contém valor nutricional quase nulo. As variações cola, em especial, contam com uma grande quantidade de fosfatos, que em excesso provocam o enfraquecimento dos ossos através da liberação do cálcio. Dessa forma, é facilitada a incidência de doenças ósseas, como a osteoporose. A bebida ainda é rica em açúcar, que além de prejudicar a boa forma, propicia o surgimento de cáries, principalmente nas crianças. Mesmo as versões diet, que não contêm glicose, expõem os dentes a ácidos capazes de estragar o esmalte. |
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